domingo, 6 de fevereiro de 2011

Diário de bordo... (de quem não foi) 6º DIA

     Hoje foi um dia perfeitamente feliz, na medida do possível. Afinal, estava precisando de um pouco de calma. Acordei bem mais tarde e pude descansar. Recomendo à todos de vez em quando. É bom transformar o déficit de sono em créditos. Faz muito bem...
     Após afastar a preguiça e me alimentar, cuidei um pouco dos afazeres domésticos e fiz meu almoço. Ao meio dia tive uma grande alegria, que ao longo do dia se transformaou em ansiedade. À noite eu poderia contar as novidades para quem está longe daqui. A internet é uma ótima aliada contra a distancia.
     São poucas as pessoas que conseguem fazer com que eu fale o que sinto, ou apenas converse. Meu grupo de amigos é bem seleto. Também dou esta recomendação. Preste atenção em quem você está confiando. Pode até ser meio paranóico, mas é real.
     A tarde passou voando, e eu esperei ansiosamente a noite. Minha tia me buscou do trabalho. Ao chegar peguei uns aperitivos na cozinha, e liguei o computador. E às 9:30 começaram os minutos mais felizes dessa semana para mim. Foram apenas trinta, mas valeu a pena. Não pude ouvir, mas através das palavras, sentir. Isso é o que importa.
     Não ligue se o que, ou quem você ama está longe. Diga o que sente... Com certeza é melhor, e mais intenso quando as palavras são ditas pessoalmente (se possível o faça), mas não deixe que a distância - nem nada - se torne um problema na hora de demonstrar o amor. Nada pode ser mais forte do que esse sentimento.
     Depois desta conversa fui revigorada. E ao mesmo tempo que fez com que a saudade sufocasse meu peito, me deu forças para suportá-la por mais um tempo. Até ver de novo na minha frente o reflexo de quem eu sou.

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