Meu dia hoje, foi diferente. Acordei cedo, e após o desjejum, fui à igreja alimentar minha fé. Ao voltar resolvi cuidar de minha aparência, e eu e minha prima transformamos meu quarto em um salão de beleza. Coisas de mulher. Até a tardinha eu tirei o dia pra mim, pra me distrair...
Foi em um instante, do qual não me recordo o horário, que me sobreveio um momento de epifania. Passei a entender algo muito importante.
Estava me sentindo muito só, e então percebi porque tenho tanto medo de perder quem eu amo. Porque me sinto tão frágil em sua ausência. Pensava ser porque amava demais - o que não deixa de ser uma grande verdade, amo de todo o coração. Foi então que constatei a origem do medo. É por já ter sido abandonada várias vezes em minha vida.
Desde muito pequena cresci na companhia somente de minha mãe, e seria hipócrita se afirmasse que a imagem paterna não faz falta. Também há alguns que estavam sempre comigo, irmãos na fé, que deixaram-me. Sem falar nos "amigos" que juravam amizade eterna, e ao vir o primeiro problema, desapareceram. Todos esses, não lutaram por mim. Mas agora, também percebo que não fui só eu que saí com perdas. Eles também. Perderam a mim. De participar de momentos de alegria, da minha felicidade. Agradeço a Deus por ter colocado pessoas que me amam de verdade em meu caminho; e com quem hoje, sei que posso contar.
Mesmo assim ainda há aquele resquício de temor em relacão ao abandono. E agora que encontrei alguém a quem amo. Tenho medo. Medo de perder as sua doces palavras.
E assim, o que aumenta também é a saudade, ao me imaginar ao seu lado.
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