quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Diário de bordo... (de quem não foi) 1º DIA

     Aqui estou eu novamente, escrevendo.
     Sabe, hoje foi um dia de interrogações para mim... O que vou fazer da minha vida neste ano? Estou aproveitando bem o meu tempo? O que será do futuro?
     Muitas vezes como agora, me confundo com minhas próprias perguntas. Será que existem respostas?
     Só há uma maneira de descobrir: vivendo. Por isso quero aproveitar cada segundo que por Deus é me proporcionado. Cada situação que provocar um sorriso em meu rosto; ouvir cada palavra direcionada para a edificação do meu ser; sendo o melhor que eu puder.
     Foi assim que hoje, refleti muito e aprendi.
     Meu dia começou bem cedo, e no trabalho, como nos dias anteriores, certifiquei minhas teorias: que um Bom Dia faz toda a diferença; que podemos saber se as palavras de alguém são sinceras somente pelo olhar; que há pessoas que simplesmente não gostam de mim e outras que conservam um carinho especial pela minha pessoa.
     Provei a gostosa comida da mamãe. E senti orgulho de mim mesma quando fui receber meu salário e fazer compras. Não com arrogância ou altivez. Mas por perceber que fui útil e por isso mereci; quem trabalha entende.
     Bom, um dia normal até aí. Fui à minha tia. Exercitei meu hobby: comprar esmaltes. Recebi a notícia de que teria a companhia de minha prima à noite ( não me sentiria tão sozinha). Então comprei uma pizza e aluguei dois filmes. Tudo certo para aplacar o tédio desse final de semana.
     Mas algo raro aconteceu. Estava olhando um dos filmes e de repente meus olhos ficaram marejados. Eu sei que era um romance, mas não costumo chorar, pois sempre tenho em mente que é mera ficção. Esse, porém, foi diferente. Me ensinou uma grande lição. Que por mais que desejemos, às vezes, o que é bom acaba. Que pode não durar para sempre. Só nos resta aproveitar o presente. Não sabemos nem um segundo à frente. O futuro é uma incógnita que se descobre com o tempo.
     Então, chorei. Por agora não poder fazer isso. Por estar distante do que amo, de quem admiro, de quem me faz feliz. Fiquei, e ainda estou torcendo, para que o relógio ande mais rápido e que só o melhor aconteça. Me sensibilizei com a fragilidade da vida e com a nossa impotência diante de alguns fatos.
     Contudo, só me resta aguardar. E com muito amor no coração, eu espero.

     PS: Eu te amo.

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